<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Helena &#8211; Helena DeLuca</title>
	<atom:link href="https://www.helenadeluca.art.br/author/helenadeluca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.helenadeluca.art.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Oct 2025 02:42:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://www.helenadeluca.art.br/wp-content/uploads/2024/10/favicon.png</url>
	<title>Helena &#8211; Helena DeLuca</title>
	<link>https://www.helenadeluca.art.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>DIA DE LUZ, FESTA DE SOL</title>
		<link>https://www.helenadeluca.art.br/dia-de-luz-festa-de-sol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 02:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.helenadeluca.art.br/?p=361</guid>

					<description><![CDATA[30 de setembro, pode cair o mundo, pode chover canivete, pode vir a escuridão, pode explodir a Terra…  nada pode destruir o brilho da minha alma por ter me graduado mãe neste dia, mãe dele, do meu grandão que é pequeno em tamanho quando comparado a sua alma generosa. Adoro brindar a vida, mas a&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">30 de setembro, pode cair o mundo, pode chover canivete, pode vir a escuridão, pode explodir a Terra…<span class="Apple-converted-space">  </span>nada pode destruir o brilho da minha alma por ter me graduado mãe neste dia, mãe dele, do meu grandão que é pequeno em tamanho quando comparado a sua alma generosa.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Adoro brindar a vida, mas a do meu filho, brindo além do possível. Mesmo sem ele querer tamanha importância, mesmo sem imaginar, ele chegou como bússola e apontou para o norte, destruindo qualquer outro norte imaginável.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Tudo que faço é por ele. Tudo que vivo é por ele. Tudo o que escrevo é por ele, o ar que respiro é parcialmente dele, a minha alegria se reinventou por causa dele, ele é o meu dia, minha noite, minha vida, minha força, meu tudo, meu todo…</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Mesmo ele crescendo e fazendo sua jornada, desgarrando, desmamado, um homem, não deixa de ser um sol que me esquenta, me emociona, põe brilho na vida, na nossa história, em nossa família.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Já me disseram que sou exagerada. Que sou um tsunami de emoções quando há dor. Mas sou o mesmo tanto sem destruição ou distorção para o amor, a alegria, a sinceridade do que sou e do que sinto.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O amor que sinto por ele me extravasa! E como uma nascente que não para de brotar água pura, meu amor também não cessa, não cansa, e percorre o mundo se multiplicando para quem cruza<span class="Apple-converted-space">  </span>meu espaço com o mesmo respeito e desejo de troca.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Não há como não sorrir ao olhar para ele, e ao olhar para o céu e imaginar de qual estrela ele veio. 💫</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Me pergunto onde eu acertei para receber e maternar tanta luz. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Escolher a maternidade é um desafio sempre. Não sabemos o ser que virá, não sabemos os desafios do caminho e não sabemos se estamos prontos para acertar, mesmo fazendo o nosso melhor. E, no entanto, sem pensar em errar, sigo minha jornada, fazendo o meu melhor, e amando<span class="Apple-converted-space">  </span>meu filho assim, do jeitão que ele é…</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Um viva para minha luz e para toda a alegria que ele esparrama pelo mundo!</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Sorte de quem pode estar ao lado dele!</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cinquenta e Oito</title>
		<link>https://www.helenadeluca.art.br/cinquenta-e-oito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 01:13:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.helenadeluca.art.br/?p=358</guid>

					<description><![CDATA[A vida tem tantos desafios, obstáculos, subidas e curvas … mas temos o amor e o carinho como bálsamo e combustível para alegrar e fortalecer a caminhada. Sozinha ela é muito triste! Ao lado daqueles que amamos somos mais fortes, corajosos e felizes. Principalmente quando chegam as crianças que renovam toda a energia da vida&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vida tem tantos desafios, obstáculos, subidas e curvas … mas temos o amor e o carinho como bálsamo e combustível para alegrar e fortalecer a caminhada.</p>
<p>Sozinha ela é muito triste!</p>
<p>Ao lado daqueles que amamos somos mais fortes, corajosos e felizes. Principalmente quando chegam as crianças que renovam toda a energia da vida e transformam nosso conhecimento do amor, impulsionando o amar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na partida daqueles que amamos nos tornamos mais espirituais pois uma parte nossa também parte junto e nos mantemos desdobrados do lado de cá e do lado de lá, fracionados…</p>
<p>Meu todo é complexo, sou uma mistura de muitas dualidades e cada vez mais etérea.</p>
<p>Mas ainda acho que nascemos para amar e para semear um mundo melhor, sendo cada dia a nossa melhor versão, apesar de toda nossa humanidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Minha arte<span class="Apple-converted-space">  </span>é o oxigênio da minha alma. Minha poesia, minha mensagem, minhas aquarelas, minha dança, minhas imagens e minha energia.</p>
<p>E tudo mais o que ainda vai brotar das minha entranhas.</p>
<p>E no entanto nada disso me serve se, mesmo sendo minhas, não forem também de você pois tudo é para você.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tenho um mundo dentro de mim, rico, onírico, lírico, idílico, místico, clássico, ousado, gigante, que está em erupção, extravasando o que não pode mais ser castrado ou ficar guardado, escondido.</p>
<p>Meus olhos brilham toda esta mistura que são a minha formação profunda e minha evolução buscando a superfície.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meu sorriso, antes muito raro, muito ingênuo, é hoje mais consciente e esparrama esperança e gratidão ao universo, à natureza, às pessoas sinceras (que são as únicas que quero perto de mim), aos animais, à todos que me deram e continuam me dando a mão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>58 anos e o que sinto? Que se o corpo vai pesando, a alma vai desanuviando e se elevando. Talvez para facilitar a liberação do corpo na hora h… ou talvez seja só impressão…<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>58 anos e o que sou?</p>
<p>Sou um ser em reconstrução… não por ter sido destruída, mas porque quem eu era não me servia mais. Estou em constante remodelação. Cada experiência me transforma. Algumas, causam tanto impacto que atrasam a caminhada. Mas com a alma mais leve, após ter aprendido tanto quanto eu aprendi, eu não quero apenas caminhar, quero subir, voar e me elevar, porque eu mereço.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Eu sei que mereço paz!</p>
<p>Eu sei que mereço amor (e eu tenho um tanto de amor na vida que não posso reclamar).</p>
<p>Eu sei quem eu sou e sei o que quero.</p>
<p>Quero que todo dia hoje seja esplêndido e vou fazer o que for preciso para assim ser.</p>
<p>Eu mereço sorrir…<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Eu mereço experienciar o mundo com a intenção do meu coração….<br />
Eu não semeio vento…<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Eu não semeio mais alhures (sofri muito para entender isso)…</p>
<p>Eu sou feita do mesmo pó das estrelas e me lembro disto todos os dias.</p>
<p>O meu brilho está em mim. Veja quem tem olhos para ver, para me ver e para ver a minha arte.</p>
<p>Eu sou assim, mulher, metamorfoseada pela dor e pelos tombos, maravilhada com o amor, a paz e o bem, em conexão com a natureza, sou mãe, mãe atípica, esposa, tutora, filha, irmã, tia, sobrinha, madrinha, afilhada, poeta, bailarina, escritora, letrista, aquarelista, artista, guerreira outrora castrada, e sou muito mais que toda essa mistura. Sou o que sou e não sou apenas Helena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que venha o novo ciclo e muitos outros para que eu possa desbravar o mundo e colorir a vida minha e de quem mais permitir!</p>
<p>Salve os 58 anos de aprendizado!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">07 Setembro 2025</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobre ser Escritora</title>
		<link>https://www.helenadeluca.art.br/sobre-ser-escritora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2025 03:45:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.helenadeluca.art.br/?p=354</guid>

					<description><![CDATA[Escrever &#8211; tem quem acredite ser a parte mais difícil do processo… Não para mim, porque as ideias transbordam em minha mente, sem parar, e meus dedos não dão conta de transcrever com a mesma velocidade que crio. Então, escrever é a parte mais linda: eu, comigo e com todas as mulheres que cabem dentro&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1"><span class="s1">Escrever &#8211; tem quem acredite ser a parte mais difícil do processo…</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Não para mim, porque as ideias transbordam em minha mente, sem parar, e meus dedos não dão conta de transcrever com a mesma velocidade que crio.</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Então, escrever é a parte mais linda: eu, comigo e com todas as mulheres que cabem dentro de mim, para trazer personagens, ideias, histórias, semear mais amor, mais autoestima, divertir, me divertir.</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Mas não basta escrever. Tem que publicar e esta é uma jornada longa, que só quem passa sabe exatamente o caminho tortuoso, a falta de ética de muitos no mercado, os obstáculos, os investimentos, as perdas, os desapontamentos e, ainda assim, a alegria de pegar na mão o primeiro exemplar para ser lido pela primeira vez e por cada vez que acontecer… Nada consegue roubar essa sensação, a mais completa pois “minha arte só não é fábula quando encontra o seu público!”</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Escrevi, publiquei e …</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Tem outra longa caminhada para ganhar autoridade, para encontrar o próprio público, para achar o próximo leitor e não deixar o livro morrer, pois o livro é como o coração do escritor, se ele parar, o escritor morre!</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">E outras estradas solitárias, principalmente para quem se sente completo escrevendo sozinho. Eu, na multidão estou sempre sozinha. Mas no meu sossego, com minhas ideias, minha criatividade e criação, estou num mundo perfeito.<span class="Apple-converted-space">  </span>Apesar disso, tenho que sair, tenho que vender, tenho que convencer (socorro!!!), tenho que postar, tenho que sorrir…</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Tem escritor que adora tudo isso. Mas não eu! E não porque eu não goste de pessoas, mas porque o mundo tem ruído demais e porque quando sou obrigada a estar no mundo estou longe do meu teclado, das minhas ideias, dos meus textos e das estradas que os levam para a publicação, e porque fico com a impressão que a mercadoria sou eu. Parece que eu tenho que me vender para meu livro poder ter valor…</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Enfim, ser escritor não é apenas ser alguém que tem ideias e escreve. Ser escritor é batalhar todos os dias para sobreviver numa cultura que valoriza pouco a literatura (e piorou se for escrita por mulheres), a poesia, e qualquer outra forma de arte, e que cada vez mais está limitando o uso das ideias por escrito.<br />
</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">E não estou falando de receber elogios ou cumprimentos como se escrever um livro fosse algo tão restrito quanto pisar na lua. (Talvez escrever um livro incrível, seja!), pois elogios recebo vários. Mas não vivo do ego. Vivo da minha arte, tingida com meu sangue, meu suor e as marcas da minh’alma. Não quero louros, não quero flores e nem aplausos. Me esqueçam e está tudo bem. Mas leiam meus textos, mantenham- nos vivos, pois eles são também meus pulmões e eu só respiro enquanto eles vivem como sopros por aí, tocando almas, faiscando vida.</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Mas, como escritora, hoje me permito comemorar este dia, mesmo sem querer louros, porque a jornada é difícil. É incrível, mas é difícil, e o mundo é melhor também porque escritores decidiram não desistir, porque eu escolhi resistir e resisto todas as manhãs, na expectativa de viver para ver minhas sementes brotarem.</span></p>
<p class="p2"><span class="s2">Para todos aqueles que resistem, que respeitam a escrita e que escrevem porque acreditam em algo que faz valer a pena enfrentar todos os obstáculos, FELIZ DIA DO ESCRITOR(A)!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Links para comprar “A Bailarina Grandona” no meu site)</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia das Mães</title>
		<link>https://www.helenadeluca.art.br/dia-das-maes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2025 02:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[amor de mães]]></category>
		<category><![CDATA[avó]]></category>
		<category><![CDATA[dia das mães]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.helenadeluca.art.br/?p=348</guid>

					<description><![CDATA[Quando nasce um filho, nasce uma mãe. Quando essa mulher já é mãe, nasce uma mulher que deve aprender a dividir, ou melhor ainda, multiplicar o amor. Será possível amar dois seres diferentes com o mesmo amor, a mesma dedicação, mesmo quando as personalidades são tão diferentes? Será possível amar um outro ser, fazer uma&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nasce um filho, nasce uma mãe.<br />
Quando essa mulher já é mãe, nasce uma mulher que deve aprender a dividir, ou melhor ainda, multiplicar o amor. Será possível amar dois seres diferentes com o mesmo amor, a mesma dedicação, mesmo quando as personalidades são tão diferentes? Será possível amar um outro ser, fazer uma mitose do amor de mãe, para um segundo, (terceiro ou quantos nascerem…) quando o amor integral e único nasceu para apenas a primeira gestação?<br />
Conheço todo tipo de amor de mãe! Todos imperfeitos, por mais amorosos que sejam.<br />
O amor que não vinga, o amor que brota mas morre, o amor corajoso que abre mão de amar se for o melhor, o amor que transborda, o amor que não divide, o amor interesseiro, o amor que agrega, o amor mitose, o amor que teme fazer diferença (mas acaba fazendo mesmo assim), o amor sem cobranças, o amor com delírio de posse, o amor que resiste se tudo seguir da forma desejada, o amor que abandona para acolher outro amor, o amor que não despertou, o amor que morreu de amor, o amor que morreu para salvar o amor, o amor que existe mas nem sabe que existe, o amor travestido de orgulho… e existem tantos outros que não me lembro ou que desconheço…</p>
<p>Ser mãe não é fácil. Parece romântico, principalmente se pensarmos apenas no amor, que realmente é delicioso, e no instinto de proteger, cuidar e ser amada de volta (ao menos no inicio).<br />
Mas como ninguém vive de amor, ser mãe é arregaçar as mangas. É passar noites mal dormidas, é quase ser selvagem e se partir por dentro por cada dor, lágrima ou sofrimento de um filho, ou quiçá querer atacar quem causou o mal. Ser mãe é se anular, é parar a vida no tempo para dar vez, espaço e pernas para os filhos, a não ser quando as babás ocupam o espaço da mãe que se recusou a parar a vida ou que não teve escolha, e está tudo bem em todos os casos. Nenhuma mãe é igual a outra, nem um filho é igual ao outro.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Ninguém é comparável Pois somos todos únicos e cada combinação gera uma solução diversa!</p>
<p>Triste, do meu ponto de vista, são as mães que excluem e abandonam seus filhos. Não para a adoção, essas em geral são corajosas, entendem que não podem dar o melhor e querem o melhor para um filho. Falo das mães que ficam com seus filhos, mas não aceitam quem eles são, como eles são, e escolhem torturá-los (como um filho pode ser diferente do que eu esperava? Ele me agride e eu não aceito, quero moldá-lo) ou escolhem afastá-los. Embora afastar seja o gesto mais saudável possível, não deixa de ser de alguma forma triste. Bom, talvez não para todos! Alguns filhos preferem a distância e o sossego. Mas outros sofrem, querendo se sentir aceitos pelo que são e podem precisar de terapia para vencer essa carência da criança interior.</p>
<p>Tem mãe que salva, tem mãe que morre pelo filho e tem mãe que mata um filho lentamente com suas críticas e suas ações de reprovação.</p>
<p>Tem mãe que não conseguiu ser mãe e virou tia. A melhor de todas! De certa forma, o melhor papel, pois só mima e curte e não precisa necessariamente ser educadora. Sorte de todo sobrinho que tem uma tia assim!</p>
<p>Tem mãe que é mãe em dobro. É avó mas com funções de mãe. Tem avó que é mãe ausente e vó ausente. Tem avó que foi mãe dura mas é avó macia, e que briga com os filhos para defender os netos. Tem avó que só quer ser avó, de passagem. Tem avó que morre pelos netos. Tem avó que tem ciúmes da outra avó e por isso não se torna a melhor avó, para não competir. Tem mãe que tem tanto amor, que ama em dobro os filhos quando se torna avó. Tem mãe que sabe dos desafios quando chega um bebê e quer deixar a vida da filha mais suave para não passar pelo que ela mesma passou. Avós são mães antes de serem avós. São diversas também!<br />
Quando meu filho nasceu, teve que ser cesária, ele se tornou a estrela principal no momento. O público do parto seguiu o bebê (por necessidade ou vontade). Minha mãe não saiu da janela enquanto não acabei de ser costurada. A mãe normalmente quer garantir que a filha vai ficar bem após o parto.</p>
<p>Minha mãe foi superprotetora, às vezes sufocantemente protetora. Mas minha mãe nunca me deixou no chão. Sempre que eu caí ela estava lá para me dar a mão e para dizer que ela sempre estaria lá. Ainda hoje tenho seu colo e nem sei imaginar o que seria viver sem ter minha mãe ao meu lado. Não imagino! Mesmo na minha imaginação ela está sempre ao meu lado.<br />
Claramente ela não foi perfeita. Eu não sou perfeita! Aliás, ninguém é! Mas é um privilégio ser filha de uma mulher que acolhe. Acolhe a diversidade, doa amor, doa afeto, inclusive através da comida, doa conforto, doa sonhos, doa e doa e doa. Claro que ela recebe também! Amo amar a minha mãe!<br />
Também amo ser mãe. E, por minha vez, sufocar o meu filho. Acho que repetimos muito do que aprendemos, não? Ele reclama às vezes, mas eu encerro a conversa dizendo que não sei ser de outra forma. Amo tanto, mas tanto, que me dói. Às vezes queria pegar o meu filho nas mãos e guardá-lo no meu coração, protegido!<br />
Eu sei que não posso, nem se fosse possível. Ele precisa da jornada dele. Ele precisa andar sozinho, caminhar e cair, se levantar e cair, pois isso faz parte do crescimento e amadurecimento. Mas eu estarei sempre ao seu lado, estendendo a minha mão, levantando-o e apoiando-o. Ele nunca estará sozinho e isso me enche de alegria no peito pois eu sei que sou eu e o pai dele, que iremos amá-lo e pretegê-lo para sempre e isso me completa!</p>
<p>Nem toda mulher nasceu para ser mãe, o que está tudo ótimo. Ninguém tem que seguir uma fórmula e fazer a mesma jornada da maioria. Acho triste não querer ser mãe e decidir ser, para caber na expectativa dos outros e não ser capaz de doar o seu melhor para um filho.</p>
<p>Também acho triste toda mãe que não é generosa consigo própria. Somos humanas, vamos errar e essa condição já estava prevista na cláusula da vida, desde o principal. Sim, é possível machucar sem querer um filho, de formas diversas. E está tudo bem. Basta fazer o melhor para reverter qualquer estrago. Mamães, não se culpem, vamos errar mesmo querendo acertar!<br />
Só não está tudo bem quando o coração da mãe é tão amargo que ela acha que está tudo bem causar dor para um filho ou quando ela permite abusos morais ou físicos com sua cria. Aí, essa mãe precisa de terapia e em alguns casos, até de cadeia!</p>
<p>Minha mãe sempre me disse que: “ser mãe é padecer no paraíso”. A maternidade é exatamente assim. São tantas as alegrias e as dores. Mas filho não é propriedade! Filho é sopro que deve ser treinado para voar e ser livre, assim como nós quisemos nossas asas! E se amarramos demais, quando partimos, o que sobra de um filho manco, sem mãe e sem asas?<span class="Apple-converted-space">  </span>É preciso coragem para escolher ser uma boa mãe, o melhor possível dentro da limitação humana.<br />
Sejamos hoje e sempre nosso melhor!<br />
Feliz todo dia das mães!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Autoconhecimento, meu oxigênio</title>
		<link>https://www.helenadeluca.art.br/autoconhecimento-meu-oxigenio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 17:37:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.helenadeluca.art.br/?p=327</guid>

					<description><![CDATA[Quantas vezes o universo nos oferece algo e não somos capazes de aceitar, ou ler corretamente, ou parar para perceber, até por falta de autoconhecimento? Às vezes sinto saudade da minha juventude. Principalmente da impetuosidade e da tranquilidade ou ingenuidade de não imaginar os desafios que a vida proporia. Se eu pudesse voltar no tempo,&#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas vezes o universo nos oferece algo e não somos capazes de aceitar, ou ler corretamente, ou parar para perceber, até por falta de autoconhecimento?</p>
<p>Às vezes sinto saudade da minha juventude. Principalmente da impetuosidade e da tranquilidade ou ingenuidade de não imaginar os desafios que a vida proporia.</p>
<p>Se eu pudesse voltar no tempo, não voltava. Amo a minha história e tudo o que me recheou para chegar aqui hoje, sendo quem eu sou… mas passar duas vezes pelas mesmas dores e desafios, non, merci!</p>
<p>Mas, na juventude, me faltava algo, mesmo sem ter consciência. Eu vivia mais desconectada, então as coisas que passavam por mim, muitas vezes eram como o fundo desfocado de uma foto feita com abertura do diafragma da lente no máximo.</p>
<p>Assim, perdi muitas mensagens importantes do universo… desfocando…</p>
<p>Na medida que o tempo foi passando, fui aprendendo a olhar, a focar em alguns momentos, mas normalmente nos momentos bons, mais vibrantes e naturalmente mais nítidos.</p>
<p>Os outros momentos mantiveram-se desfocados, algumas vezes pelos olhos encharcados de lágrimas e geraram muitas discussões minhas com Deus. Eu queria poder ouvir a resposta de todos os meus porquês.</p>
<p>O tempo passou mais um pouco e, a duras penas,  aprendi que nem toda perda é ruim. Há amores que nos acorrentam, quando não são piores, como âncoras que nos levam para o fundo, com toda a naturalidade do peso de uma âncora.</p>
<p>Saber aceitar o presente que o universo deu ao tirar uma corrente ou uma âncora da vida é sinal de maturidade e sabedoria, afinal, quem quer ter a vida limitada por pesos extras quando pode ter a alma livre?</p>
<p>Alguns presentes do universo são claros e evidentes. O maior deles para mim é o meu filho! Pode parecer lugar comum, mas garanto que não, pois ele foi o presente mais batalhado da minha história e ele é tão gigante quanto a batalha!</p>
<p>Mas outros presentes são singelos e quando conseguimos perceber e aceitar…ah..<span class="Apple-converted-space">  </span>são surpreendentes.</p>
<p>Eu tenho muitas plantas na minha varanda e quase não tenho mais espaço para andar por ela. Ali, gosto de colocar frutas e admirar os pássaros que entram na minha casa para se alimentar.</p>
<p>Pois estes seres delicados não comem apenas. Eles pagam com sementes que deixam espalhadas pelo chão ao lado dos vasos, além da polinização.</p>
<p>Pena eu não ter visto quem foi, mas um pássaro misterioso veio e deixou um galho de uma planta que eu nunca havia visto antes. Neste momento, me senti uma criança entusiasmada com o presente novo, singelo e lindo que acabara de receber do universo.</p>
<p>Plantei o pequeno galho, que cresceu e hoje tenho mais uma planta enorme na minha varanda, que já ultrapassou o teto da minha casa, como um termômetro me mostrando que é hora de mudar, pois nem ela e nem eu cabemos mais no mesmo lugar.</p>
<p>Preciso alimentar a minha alma também e não apenas os pássaros. Preciso fechar o diafragma da minha lente e colocar foco em todo o processo!</p>
<p>Amadurecer com a idade é fazer o caminho inverso do corpo. Enquanto ele definha no tempo, a alma vai se polindo e ganhando consistência, se você se permitir, claro!</p>
<p>E esse é o maior presente que o universo nos dá. A oportunidade de se autoconhecer, de mudar, de crescer, de reconhecer suas próprias asas, o infinito, sua humanidade com suas limitações e a finitude daqui.</p>
<p>Eu estou em harmonia com o universo, com a natureza, com os pássaros, com as plantas e, acima de tudo, comigo mesma, sempre em busca de autoconhecimento, meu oxigênio.</p>
<p>Este galho presenteado simboliza essa harmonia com toda a pureza e delicadeza que só o universo sabe e pode doar.</p>
<p>Abra os braços para a vida e sorria pois algumas dores são necessárias para ganhar asas.</p>
<p>Eu já comecei a voar!<br />
E você ?</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
